Acessibilidade: uma evolução para todos!

Então, depois da leitura do artigo O que é acessibilidade? (clique aqui), que é uma breve introdução ao assunto, além de falar do setembro verde, que tal vermos agora um pouco mais a fundo? Vamos nessa!

O mundo está em constante evolução e na engenharia não é diferente. Dessa vez vamos falar sobre a evolução do bem estar, a manutenção do direito de ir e vir com o acesso e segurança, falaremos de acessibilidade.

Acessibilidade é possibilidade!

Possibilidade de acessar lugares, mercados de trabalho, informações e serviços, minimizando e eliminando o maior número de entraves físicos e culturais no processo.

Fonte: PixaBay

Acessibilidade, diferentemente do que pensam, é para todos!

Desde pessoas de diversas idades, classes sociais, níveis de escolaridade, gestantes e não apenas para pessoas com necessidades especiais (PNE), sejam motoras, visuais, mentais ou auditivas, embora os exemplos mais utilizados para “justificar” a acessibilidade sejam as PNEs.

A acessibilidade assegura que todos tenham acesso de forma autônoma e segura.

Voltada para a Engenharia Civil, uma solução criada para padronizar a acessibilidade em edificações comerciais, públicas e multifamiliares, foi a criação e adoção da NBR 9050 – “Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos”.

Ela trata da acessibilidade em edificações para pessoas:
  • Com necessidades motoras (mobilidade reduzida), que fazem uso de cadeiras de rodas, andadores ou muletas;
  • Com necessidades visuais, sejam elas de níveis menores ou maiores de cegueira;
  • E que não possuam necessidades especiais.
Como assim para pessoas que não possuam necessidades especiais?
A NBR 9050 facilita a circulação nesses espaços, pois a norma estabelece alguns parâmetros para orientar os responsáveis técnicos durante o projeto e execução das obras, como por exemplo:
  • As áreas de giro para cadeirantes;
  • As barras de apoio para pessoas com mobilidade reduzida;
  • Os níveis de contrastes de cores entre os pisos e sinalizações, para pessoas com problemas de visão.
Outra medida aplicada nos últimos anos visando melhorar a acessibilidade, é a construção dos passeios públicos padronizados, o que facilita a circulação de forma segura, deixando de existir grandes sobressaltos ou bloqueios, como canteiros ou lixeiras na área de circulação dos transeuntes.
Começaram a ser adotadas linhas guias, rampas com inclinações mínimas e máximas, que facilitam a passagem de cadeirantes e carrinhos de bebê. Também existem os pisos direcionais e de alerta com texturas e cores contrastantes ao restante do piso, para auxiliar as pessoas com baixa ou nenhuma visão, alertando quando há entradas de garagens ou travessias (faixas de pedestres) o que aumenta a segurança tanto das pessoas quanto dos motoristas, por exemplo.
Fonte: Pixabay
No âmbito do mercado de trabalho, percebe-se que as pessoas com algum tipo de necessidade, seja ela motora, visual, auditiva ou mental conquistam seu espaço. Um fator que auxiliou importante foi a criação da Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência, n° 8213 de 1991, que orienta os empregadores contratarem um percentual de PNEs, aumentando o ingresso em diversos ramos do mercado de trabalho.
Alterando um antigo julgamento de que essas pessoas não conseguem um emprego ou se manter nele, mostrando que quando colocadas em locais em que possam melhorar suas qualidades e colocar em prática suas capacidades, elas conseguem sim. É necessário uma análise dos gestores analisarem e adaptação das funções para todos saírem ganhando.

Desse modo, através da acessibilidade temos uma grande evolução, em todos os âmbitos da sociedade, permitindo acesso de forma autônoma e segura a toda população. Na engenharia, são adotadas normas que padronizam e auxiliam os responsáveis técnicos durante o projeto e execução das obras. No mercado de trabalho os gestores devem analisar as qualidades e capacidades das PNEs para oportunizá-las a fazerem pleno uso de suas qualidades e capacidades.

Dessa forma, é possível contribuir para inclusão e respeito a diversidade!

Artigo escrito pela Acadêmica de Engenharia Civil da UNOESC Ana Carolina Folmer.

Colunista

O Programa Crea Júnior visa promover a inter-relação entre os estudantes de Engenharia, Agronomia e Geociências e o Sistema Confea/Crea. Presente em 19 estados do Brasil, com mais de dois mil membros dirigentes, o Programa é destaque na execução de atividades em prol das Universidades, Entidades de Classe, Conselhos Regionais e formação de líderes, beneficiando a sociedade e proporcionando o entendimento do Sistema Confea/Crea e Mútua que os futuros profissionais estarão inseridos e conscientizando os acadêmicos quanto à valorização profissional e sua importância na defesa e desenvolvimento da sociedade.

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